O motor flex transformou o mercado automotivo brasileiro ao permitir que carros funcionem com gasolina, etanol ou qualquer combinação dos dois. Mas como essa revolução começou? A história envolve programas nacionais, inovação tecnológica e disputas entre fabricantes.
Legado do Proálcool e avanço da eletrônica
O embrião do motor flex está no programa Proálcool, iniciado em 1975 durante a crise do petróleo. O Fiat 147 a álcool, de 1976, foi o primeiro carro movido a álcool no Brasil ([uol.com.br](https://www.uol.com.br/carros/album/2018/06/22/a-evolucao-do-motor-flex-no-brasil.htm?utm_source=openai)). Nos anos 1990, a chegada da injeção eletrônica multiponto, como no Volkswagen Gol GTi (1989), foi um marco: possibilitou o controle preciso da combustão necessário para a flexibilidade de combustível ([uol.com.br](https://www.uol.com.br/carros/album/2018/06/22/a-evolucao-do-motor-flex-no-brasil.htm?utm_source=openai)).
Prototipagem e solução da Bosch e Magneti Marelli
Em 1993, a Bosch desenvolveu o primeiro protótipo flex usando um Chevrolet Omega 2.0 com injeção eletrônica e sensor de densidade no tanque; o veículo testou mais de 200 mil km sem problemas, mas o custo era elevado ([uol.com.br](https://www.uol.com.br/carros/album/2018/06/22/a-evolucao-do-motor-flex-no-brasil.htm?utm_source=openai)). No fim dos anos 1990, a Magneti Marelli, da Fiat, criou o SFS — sistema que detectava a mistura de etanol e gasolina via sonda lambda nos gases de escapamento, reduzindo os custos e viabilizando o uso comercial ([uol.com.br](https://www.uol.com.br/carros/album/2018/06/22/a-evolucao-do-motor-flex-no-brasil.htm?utm_source=openai)).
O primeiro carro flex e a corrida entre marcas
Em 23 de março de 2003, a Volkswagen lançou o Gol 1.6 Total Flex, o primeiro automóvel brasileiro capaz de rodar com etanol, gasolina ou mistura dos dois ([uol.com.br](https://www.uol.com.br/carros/album/2018/06/22/a-evolucao-do-motor-flex-no-brasil.htm?utm_source=openai)). Em junho de 2003, a Chevrolet apresentou o Corsa 1.8 FlexPower, reivindicando ser o primeiro à venda ([uol.com.br](https://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2011/02/25/aos-8-anos-de-idade-motor-flex-chega-ao-limiar-de-novos-tempos.amp.htm?utm_source=openai)). Em 2005, a Fiat popularizou de fato a tecnologia ao lançar versões 1.0 flex do Palio e Uno Mille, consolidando o motor flex no segmento de entrada ([uol.com.br](https://www.uol.com.br/carros/album/2018/06/22/a-evolucao-do-motor-flex-no-brasil.htm?utm_source=openai)).
- 1975: criação do programa Proálcool;
- 1976: Fiat 147 a álcool;
- 1989: eletrônica embarcada com injeção no Gol GTi;
- 1993–94: protótipo flex da Bosch (Omega 2.0);
- Final dos anos 1990: SFS da Magneti Marelli;
- Março/2003: Gol 1.6 Total Flex;
- Junho/2003: Corsa FlexPower;
- 2005: Palio e Uno Mille 1.0 flex.
O resultado foi extraordinário: até 2008, a frota flex somava 6,2 milhões de veículos, cerca de 23% da frota brasileira ([pt.wikipedia.org](https://pt.wikipedia.org/wiki/Etanol_como_combust%C3%ADvel_no_Brasil?utm_source=openai)). Em 2023, mais de 40 milhões de veículos flex haviam sido emplacados no país ([motor1.uol.com.br](https://motor1.uol.com.br/news/655341/carros-flex-20anos-etanol-gasolina/?utm_source=openai)).
Desde então, o motor flex tornou-se padrão no Brasil, com evolução contínua em sistemas de partida a frio, tanquinho eliminado e adoção da injeção direta e turbo ([quatrorodas.abril.com.br](https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/20-anos-do-carro-flex-tecnologia-evolucao-hibridos-eletricos/?utm_source=openai)).
Fontes reais: UOL Carros, Webmotors, Motor1 Brasil, Quatro Rodas.
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