Assucena e João Camarero Encantam com Clássicos da Música Brasileira em Noite de Gala

Em uma noite memorável no Clube Manouche, situado no Rio de Janeiro, Assucena e João Camarero trouxeram ao público uma apresentação magistral, destacando-se pela renovação da música brasileira clássica. O show ocorreu na sexta-feira, 15 de agosto de 2025, e capturou a essência da canção nacional em um ambiente sofisticado, lembrando um cabaré chic.

Assucena revelou sua potência vocal interpretando 'Retrato em branco e preto', de Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, com uma notável harmonia ao lado do virtuoso violonista João Camarero. Os músicos exalaram paixão e técnica, mergulhando em obras que são verdadeiros tesouros nacionais, como bem descreveu a própria Assucena.

O show, que ainda revela traços de 'estado de feitura', é uma evolução de uma apresentação ocorrida anteriormente no Sesc São Paulo. Dessa vez, os artistas inspiraram-se no álbum 'À flor da pele', de 1991, comprometendo-se a homenagear o ilustre Ney Matogrosso e Raphael Rabello, um ícone do violão de sete cordas.

João Camarero, por sua vez, mostrou-se mais que um discípulo; igualou-se à genialidade de Rabello através de um medley instrumental que abriu a noite. Seu violão evocou a herança de Baden Powell ao tocar afrosambas memoráveis como 'Canto de Ossanha', 'Berimbau' e 'Consolação', destacando-se por sua destreza e naturalidade excepcionais.

Embora Assucena não alcance as alturas vocais de Ney Matogrosso, sua performance foi um espetáculo à parte, desbravando repertórios complexos sem perdas. Ex-integrante do trio As Bahias e a Cozinha Mineira, ela demonstra crescente intimidade com clássicos da música brasileira, tendo anteriormente prestado tributo a Gal Costa.

Na estreia no Rio, ela enfrentou um momento de tensão ao interpretar 'Modinha', de Jobim e Vinicius de Moraes, mas rapidamente se estabilizou. Com Camarero, Assucena executou com maestria 'Duas Contas', de Garoto, intensificando seu reconhecimento como uma artista de grande versatilidade.

Assucena não escondeu seu lado teatral durante o show, e isso ficou evidente em seus expressivos gestos e performance vocal em músicas como 'O mundo é um moinho', de Cartola, e o nostálgico bolero 'Tu me acostumbraste'. Incrivelmente, ela inseriu trechos do famoso baião de Luiz Gonzaga em sua interpretação da musica 'Na Baixa do Sapateiro'.

Um dos momentos mais impactantes foi a interpretação de 'Tristeza do Jeca', que arrancou aplausos efusivos da plateia ao incorporar elementos culturais do sertão da Bahia, terra natal de Assucena. Camarero também surpreendeu ao cantar 'Trocando em miúdos', enlaçando de forma sublime canções sobre separação com 'Olhos nos olhos'.

O show se encerrou com a poderosa 'Balada do Louco', levando o público a cantar em coro sob a regência de Assucena. A apresentação, que fechou com um bis caloroso, teve Camarero entoando 'Sétimo drink', uma composição nova, e a notável 'Pó de vidro', corroborando o talento dramático e musical de ambos os artistas.

Foi uma noite de sincronicidade rara e perfeição artística, onde Assucena e João Camarero encantaram com um repertório que, além de ser um deleite para os que apreciam a música brasileira, merece ser repetido inúmeras vezes.

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