Carlos Dafé, um dos nomes marcantes da black music brasileira, está de volta com uma obra que promete ressoar no coração dos amantes do gênero. O icônico cantor e compositor carioca lança seu oitavo álbum pela Jazz Is Dead, um selo gravitante nos Estados Unidos, capitaneado pelo renomado produtor Adrian Younge. Este selo tem sido uma ponte entre a música brasileira e o público internacional, destacando artistas que forjaram a sonoridade da black music no Brasil dos anos 60 e 70. Neste projeto, Dafé nos entrega um mergulho profundo em nove composições que flutuam entre samba, soul e funk, gêneros que definem sua identidade musical.
O álbum, disponível em edição digital e vinil, se destaca por faixas como "Bloco da Harmonia", inspirada no Bloco Muriçoca Soul em homenagem ao artista durante o Carnaval de 2023. O single já faz reverberar sua energia nos ouvidos dos fãs desde quando foi lançado em julho. "Amor Enfeitiçado", uma colaboração com Adrian Younge, prenuncia essa jornada musical diversificada e foi a primeira amostra do projeto divulgada no ano passado.
Traçando um pouco da rica trajetória de Dafé, nascido José Carlos de Souza, encontramos um artista que iniciou sua carreira no emblemático grupo Senzala nos anos 60, e mais tarde com grupos como Fuzi 9 e Abolição, antes de integrar a banda de Tim Maia. Este período semeou o terreno fértil da black music brasileira, culminando com um contrato com a WEA nos conturbados anos de 1976, no grande boom do Black Rio. A carreira solo de Dafé despontou com obras como "Pra que vou recordar o que chorei" em 1977, eternizada na trilha da novela "Dona Xepa".
Após lançar três álbuns sob a WEA, a visibilidade de Dafé oscilou, mas sua influência permaneceu vibrante na cena musical. Seu mais recente álbum, "De volta ao baile", foi lançado há quase uma década. A atual parceria com o selo Jazz Is Dead reascende a chama de sua música, prometendo levar aos novos públicos uma amostra do que o Brasil produziu de mais autêntico na música soul.
"O Jazz está morto", uma das faixas do novo projeto, reflete o espírito do selo e sua missão de revitalizar sonoridades que muitos acreditaram estar esquecidas. O título do álbum é também um prenúncio do retorno triunfante de Dafé aos holofotes, uma reminiscência e celebração de sua jornada que continua a inspirar uma nova geração de artistas e ouvintes.
Enquanto exploramos as faixas do álbum, é evidente que a dedicação de Dafé à sua arte continua intacta. Suas composições – "Verdadeiro Sentimento", "O Baile Funk Vai Rolar", "E Um Pouco de Paz" entre outras – são mais do que músicas, são testemunhos vívidos de uma era e de uma luta pela expressão artística genuína.
Este lançamento não é apenas um novo álbum de Carlos Dafé; é um renascimento. E com o poder da parceria com Adrian Younge e a exposição internacional proporcionada pela Jazz Is Dead, a música de Dafé está destinada a cruzar fronteiras e tocar os corações além das margens do Brasil.
Não deixe de conferir essa grandiosa obra de arte musical e sentir o impacto que apenas um mestre como Carlos Dafé pode proporcionar! Compartilhe sua opinião nos comentários e descubra mais obras incríveis acessando o nosso site.
Publicar comentário